Sobre o Ranking de Publishers do Metacritic

Bom, vamos lá, todos temos que ter consciência da maneira como as notas podem ser dadas pelas diferentes pessoas que fazem os reviews para os agregadores de avaliações (Metacritic, Opencritic… etc). É parte essencial da vida em sociedade que as pessoas possam discordar entre si e isso é natural, ninguém é obrigado a aceitar o ponto de vista de ninguém.

Pronto, seguimos.

O Metacritic é um dos maiores sites, se não for o maior, que agrega reviews de entretenimento e publica a sua média de forma confiável que existem e essa semana publicou o seu ranking das maiores publishers de jogos. Em linhas gerais, o ranking é montado baseado na quantidade de jogos avaliados que receberam tanto reviews bons quanto reviews ruins e dá um bônus na pontuação àqueles jogos que atingiram score igual ou maior que 90. Para fazer parte do ranking a publisher deve ter no mínimo 5 jogos diferentes lançados (versões para diferentes plataformas não contam).

Vamos ao Ranking (top 10)

  1. Microsoft (Xbox Game Studios): 5 jogos publicados
  2. Sony: 10 jogos publicados
  3. Humble Games: 7 jogos publicados
  4. Activision Blizzard: 6 jogos publicados
  5. Bethesda Softworks: 7 jogos publicados
  6. Capcom: 7 jogos publicados
  7. Bandai Namco: 11 jogos publicados
  8. Sega: 19 jogos publicados
  9. Electronic Arts: 14 jogos publicados
  10. 505 Games: 5 jogos publicados

Olhando para o ranking, vemos a Microsoft como líder entre as publishers, seguida pela Sony em segundo, com a Humble Games fechando o pódio. A Nintendo, a outra fabricante de consoles, ficou em 14o. lugar esse ano.

Nesse artigo irei analisar apenas as 3 fabricantes de consoles, pois acredito que quanto mais cada uma fizer pela sua plataforma, tanto em publicar jogos quanto em fornecer serviços e hardware de ponta, melhor será a concorrência e o mercado de consoles de mesa seguirá firme e forte e terá mais gerações (sou fã de ter meu aparelho dedicado a jogos ao lado ou embaixo da TV).

A Nintendo

A Nintendo publicou 18 títulos em 2021 e podemos afirmar que todos os jogos que o Metacritic considerou para o seu ranqueamento são exclusivos da sua plataforma, o Nintendo Switch, (jogos publicados para iOS não entraram na conta). Diferente dos anos anteriores, ela não lançou nenhum jogo que tenha alcançado o nível “Great” no último ano (com nota igual ou maior a 90), sendo Metroid Dread e Super Mario 3D World + Bowser’s Fury seus jogos de maior pontuação (88 e 89, respectivamente).

A Sony

Tendo publicado 10 jogos, sendo que lançando pela primeira vez para outro console, o MLB: the Show que acabou saindo para Xbox, a Sony também não obteve nenhum jogo com o selo “Great” no Metacritic. Suas melhores pontuações foram Ratchet & Clank: Rift Apart (88), Ghost of Tsushima: Director’s Cut (87) e Death Stranding: Director’s Cut (85).

A Microsoft (Xbox Game Studios)

Líder no ranking com 5 lançamentos em 2021, a Microsoft surpreendeu e conseguiu atingir o nível “Great” em 3 jogos: Forza Horizon 5 (92), Psychonaults 2 (91) e Microsoft Flight Simulator (90). Apesar da grande expectativa sobre Halo Infinite e do ano de adiamento para melhorias, ele atingiu “míseros” 87 pontos, ficando a 3 do selo “Great”.

Conclusão

A Microsoft chegou ao todo graças a 3 lançamentos que obtiveram o selo “Great” dentro dos seus 5 jogos lançados, o que elevou bastante a sua nota. Já as demais fabricantes de consoles, por não alcançarem em nenhum dos seus títulos os 90 pontos e por terem mais lançamentos e consequentemente mais notas mais baixas, tiveram seu score reduzido.

Considerando que o ano de 2021 foi bem fraco em lançamentos, devido à pandemia, com bastante adiamentos, percebemos que a maioria dos jogos de peso que saíram foram versões revisitadas ou remasterizadas, o que não seria de todo ruim se tivéssemos sido agraciados com jogos totalmente novos.

Dessa maneira, achar que esse ranking de publishers nos diz muito sobre o que teremos nos nossos consoles de mesa a respeito de exclusivos (o que movimenta as vendas de consoles) é querer e muito puxar a conversa para o lado da console war.

Acordem, o ano foi fraco em jogos: cada console recebeu apenas 1 ou 2 exclusivos decentes que tenham sido pensados única e exclusivamente para esse fim (Ratchet & Clank, Forza Horizon 5 e Halo Infinite).

“Ah mas Psychonaults 2 e Microsoft Flight Simulator não contam?”

Não. Psychonaults 2 não é exclusivo e nem foi pensado com essa finalidade, uma vez que a Microsoft adquiriu o estúdio com o jogo quase finalizado e ainda o lançou para a plataforma concorrente. A estratégia da Microsoft para esse game é outra (Xbox Game Pass, mas isso é assuntou para outra hora…).

Já o MFS é um jogo de nicho, clássico, mas bem focado num público específico. Não que outras pessoas não possam jogar e se divertir com esse jogo, mas temos que entender que é um jogo que mais entrega valor a um determinado público-alvo do que a galera que consome quase tudo que lança no XGP ou que compraria um Xbox Series apenas para jogar esse jogo.

Voltando, estamos no segundo ano de uma geração que tem um custo elevado de entrada (sem considerar o Xbox Series S, que também é assunto para outra hora), R$ 4.499 mesmo parcelado ainda é pesado para o orçamento da média das famílias brasileiras, e ainda não percebi nenhum jogo que realmente faça a maioria das pessoas desejarem fazer essa migração da old gen (além de ansiedade).

Portanto, apesar de ser baseado em notas, o ranking serviu como um alerta para percebermos o que foi lançado no último ano, já que a partir dele recapitulamos todos os jogos que saíram em 2021 para as nossas plataformas preferidas e fazemos a conta de quanto gastamos, gostaríamos de gastar ou economizamos em jogos.

Apesar da agenda e promessas de lançamentos de jogos para 2022, e de alguns terem saído já, eu gostaria que realmente esse ano fosse repleto de jogos totalmente novos (esse é o meu não aos requentados) e que me fizessem realmente criar aquele hype de comprar consoles novos (já tenho PS5 mas isso, para variar, é assunto para outra hora…).